30 de ago de 2014

[COMENTÁRIO GERAL] A prova de que ler é bom!



O COMENTÁRIO GERAL deste fim de agosto é uma edição diferente.

Vou relatar aqui a experiência do meu irmão mais novo ao ler um livro.

Ítalo José e seus colegas do nono ano da Unidade Integrada "Barbosa de Godóis", em São Luís-MA, vão fazer uma prova de interpretação de texto pela disciplina de Língua Portuguesa. O texto indicado: Os Miseráveis de Victor Hugo.

Aí você pode dizer:  "Esse professor pegou pesado!". Calma! Eles tinham que ler um resumo adaptado feito pelo dramaturgo Walcir Carrasco.

Meus irmãos não são apaixonados por leitura como eu. Se conhecesse minha bagagem literária você saberia que eles juntos (tenho 2 irmãos) não leram um décimo do que li.

Mas me surpreendi muito com o Ítalo essa semana. Quando ele disse que levou dois dias para ler o livro perguntei o que ele achou.  Foi aí que ele disse:

"Foi legal! Ler é muito bom!"

Fiquei feliz ao ouvir ele dizer isso. Luto tanto para criar um vínculo entre os livros e meus irmãos, mas nem sempre consigo. Ver o Ítalo tão entusiasmado só me fez querer compartilhar uma coisa nessa postagem: Leitores. Ler alegra e ensina. Reúne e compartilha. Ensina e arrebata.

Resumindo: Ler é muito bom!
Até a próxima!

Setembro tem novidade!

23 de ago de 2014

[ANIME ZONE] Animes & Mangás no Brasil: 20 anos de altos e baixos

Para você mais um ANIME ZONE!



Havia dito no COMENTÁRIO GERAL do início do mês que o ANIME ZONE de agosto seria um pouco crítico. Como promessa é dívida estou aqui para cumprir!

No final de julho de 2014 o governo japonês havia divulgado uma iniciativa de fechamento de sites de stream e download de arquivos de animes e mangás comercializados internacionalmente de forma ilegal. Traduzindo: mais uma tentativa de combate a pirataria virtual. Confira um trecho de uma das muitas matérias veiculadas na web pelos sites especializados em cultura oriental, que falavam sobre isso:


"Em associação com 15 produtoras Anime/Manga o governo japonês revelou que no próximo mês vai iniciar uma enorme operação contra 580 sites estrangeiros que disponibilizam online anime e manga sem a autorização dos detentores dos direitos de autor, focando-se principalmente nos sites que permitem ver os episódios online.
A agência japonesa dos assuntos culturais revelou que só o ano passado os sites chineses do género provocaram uma perda de aproximadamente 560 mil milhões de yens. No dia 1 de Agosto vão começar a ser enviados pedidos de remoção de conteúdos aos operados dos 580 sites e a operação vai colocar também online um site que vai mostrar aos fãs formas legitimas de assistir os seus animes favoritos". 
(FONTE: www.otakupt.com)


Isso criou um grande reboliço em várias comunidades otakus do Brasil. Sim. Nosso país tinha alguns de seus sites na pretensa lista acima citada. Questionamentos como "O que vai acontecer?", ou bravatas do tipo "O Japão não tem esse direito!" foram vistas e ouvidas em um curto espaço de três dias. O prazo apresentado pelo Japão não foi cumprido por nenhum site (pelo menos não no Brasil) o que implica no quê?

Bom, implica que nem mesmo o país com uma política bem encaixada é capaz de deter os processos do espaço virtual, que apresenta-se como um outro mundo, com outras regras. Implica que o consumo da mídia japonesa de entretenimento só cresce no planeta.

Mas implica também que esse crescimento de público não é acompanhado pelos países estrangeiros. O surgimento quase que diário de “sites piratas” só é justificado (isso se você quiser considerar isso uma justificativa) porque os centros culturais de mídia não se interessam em tornar o consumo do conteúdo nipônico mais expressivo. E aqui vou falar mesmo é de Brasil!

Depois do período que Eduardo Miranda (ex-diretor de Cinema da extinta TV Manchete) denomina de “Era de Ouro dos Animes no Brasil” (que vai de 1994 à 1997) nosso país nunca mais manteve um laço tão concreto com a mídia de entretenimento do Japão por meio dos veículos de massa (da televisão). Salvo exceções como Pokémon, Digimon, Yugi-Oh!, nada foi tão expressivo a nível de público como no período da  TV Manchete. Emissoras como Globo, Band e Play TV ainda tentaram estabelecer esse contato, mas, ou o fizeram de maneira ineficiente, ou não souberam discernir que tal produção exige um nível de comprometimento diferente dos cartoons norte-americanos.

As TVs Fechadas são a mesma coisa. A presença de animes em suas programações acontece somente pela ideia de entretenimento por entretenimento. O Play TV, desde quando se voltou para esse segmento, vem tentando construir esse cenário midiático entre público e conteúdo asiático, contudo de forma muito desordenada e inexpressiva.

O que é interessante em tudo isso é que estamos chegando próximo da data matriz para essa relação entre público brasileiro e mídia oriental. Dia 1º de Setembro completa-se 20 anos da primeira exibição de “Cavaleiros do Zodíaco”, que são a pedra angular desta relação. Seja de amor ou ódio. O mais intrigante é ver que nenhum veículo de comunicação aprendeu com a TV Manchete, que mesmo quase falida empreendeu em um negócio arriscado. Se os problemas financeiros e administrativos da emissora não estivessem tão críticos naquele momento, ela estaria até hoje ofertando conteúdo de qualidade para o atual público otaku brasileiro. Afinal de contas vencer a Globo por quase um ano em no mínimo meia hora de programação era quase impossível para qualquer uma nos anos 90!

Sem a Manchete o que nos resta é a internet. E ter esse elemento ameaçado realmente é válido todo o alarde registrado entre os dias 29, 30, 31 de julho. Sabe, nem eu mesmo sei o que faria se perdesse meu acesso aos anime e mangás. Ainda bem que existe grupos que já se ligaram na importância desse tipo de mídia para o jovem tupiniquim. Netflix e Crunchyroll estão trabalhando para fomentar essa lacuna sem precisar intervir ao processo ilegal da coisa. O único problema é que somente 23% da população brasileira têm acesso à internet diariamente, e desse tanto menos ainda podem manter contas em sites como os já citados.

Não podemos esquecer. São vinte anos de uma relação de altos e baixos proporcionados pelas empresas da mídia, mas bem guardados por nós fãs. A cada ano, cada temporada, cada novo título e personagem apenas reafirmamos nosso laço de afetividade. De CDZ até hoje centenas de obras já se tornaram ícones não só para o Brasil, como para o mundo. Shonnen, Shoujo, Echii, Core, Doramas, e até mesmo Hentai (para quem curte). Vivenciamos uma outra visão de gêneros tanto para o cinema, quanto para a televisão ou a literatura. Somos uma tribo unida por uma causa abrangente!

Não sou um visionário, mas vejo que essa turbulência do início do mês serviu para despertar as empresas de comunicação do país. Um exemplo são às editoras especializadas. Os títulos apresentados no Anime Friends 2014 foram muito aguardados para o momento e rapidamente sucumbiram esse temor de perder os fansubers nacionais. Resta saber se isso se tornará rotina ou se foi apenas um rompante de um período que às vezes parece que não voltará mais.



Reflita sobre isso!
Tchau otaku! Até a próxima!



P.S.: Se você está a fim de saber mais sobre essa relação que nós brasileiros mantemos com os animes e mangás japoneses não pode perder o Matsuri 2014! Aqui no Maranhão pela primeira vez, ele, Eduardo Miranda (o "pai dos animes no Brasil") vai estar presente com uma palestra sobre "Cavaleiros do Zodíaco e os anos de ouro do anime no Brasil". É no Centro Pedagógico Paulo Freire / UFMA, em São Luís, dia 22 e 23 de novembro! Vem! Eu vou!



9 de ago de 2014

[LITERATURA EM XEQUE]: Série Guardiões, de Monique Lavra



Oi de novo! Quem estava esperando o LITERATURA EM XEQUE desse mês já deve estar sabendo que o destaque do mês seria um autor nacional. Então deixa eu alegrá-los mais ainda: Sim é um autor nacional, só que em dose dupla!

Monique Lavra e seu gatinho Tell

A escolhida (ao longo do texto isso se tornará um trocadilho) foi a fluminense Monique Lavra, psicóloga formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e, membro do grupo literário Entre Linhas e Letras, que conta também com as escritoras Bianca Carvalho, Carolina Estrella, Fernanda Belém, Helena Andrade, Lu Piras, Mallerey Cálgara, Márcia Rubim e Cris Mota, autora da Série Baroak

A partir de agora Monique entra em xeque com seus livros Guardiões e Guardiões - A Escolhida.

Guardiões - A Escolhida
Guardiões
A série de Monique Lavra tem um que de interessante por se tratar de um material com traços de um fanfiction. Isso porque a Série Guardiões é livremente inspirada na obra de maior sucesso de Bram Stocker (e da temática vampírica em geral): Drácula.

O quê? Achou que eu fosse dizer Diário de um Vampiro ou Crepúsculo? Não! Essas também são obras que foram um dia influenciadas pelo trabalho do irlandês, que é o responsável pela difusão do mito moderno do vampiro.

Voltando à Guardiões. No primeiro livro (que dá nome a série), Lavra se permite vivenciar um pouco da experiência de prossumer (quem não lembra o que é prossumer dá uma olhada aqui no COMENTÁRIO GERAL em que o SUPER LEITURA explicou esse conceito que pertence a Henri Jenkins) onde o leitor passa a narrar criativamente a partir de um contexto já existente. Exatamente isso que a fluminense faz! Sua obra se passa em um contexto atual, mas está diretamente ligada ao universo de Bram Stocker com referência a Drácula e os envolvidos na trama: as famílias Hacker, Holmwood e Seward. Além, é claro, do já tão conhecido sobrenome Van Hellsing (não estou falando do Hugh Jackman!)

Assim, depois do fim de Drácula, Monique conta o que se sucedeu às três famílias que enfrentaram o vampiro no passado a partir do ponto de vista dos seus descendentes e faz isso acrescentando uns ingredientes muito peculiares para o novo momento dos vampiros: romance e sensualidade. O mistério fica por conta dos ganchos de tensão criados pela provável existência dos vampiros, mas o que mais chama a atenção é a construção firme e sem rodeios da heroína Alice Hacker, que se mostra além das expectativas. Ah, vale lembrar que é Alice quem nos conta tudo, por isso às vezes parece que só estamos vendo um lado da história, o que em seu segundo livro Monique confirma.

Sobre o segundo livro, sub-intitulado "A Escolhida" Monique continua as aventuras de Alice. A garota, que agora caça os vampiros, descobre mais segredos do seu passado. Só que dessa vez aceitá-los ou não podem significar êxito ou falha em uma missão que somente ela pode cumprir. Monique nos convence de que Alice está realmente limitando nossa capacidade de absorver toda a verdade, e passa a dividir com mais dois personagens o diálogo em cena. O que ajuda o livro a ganhar em conteúdo. O problema de um narrador-personagem é que ele jamais será onipresente e onisciente. Dessa forma melhor é que existam outros pontos de vista sobre uma mesma ação.

Do primeiro para o segundo Monique acumulou experiência e pôs em prática. As duas leituras são ótimas, mas a segunda é bem mais atraente se levarmos em consideração as questões que citei acima. Contudo a maior prova do acúmulo de experiência da autora tupiniquim é sem dúvida a troca de editora. Guardiões foi publicado em 2009 pela Editora Novo Século, no selo Novos Talentos da Literatura Brasileira. A obra pode ser impressionante quanto à narrativa, mas o trabalho editorial da equipe Novo Século pecou em vários aspectos. Exemplos: grande quantidade de erros gramaticais (cadê os revisores?!); capitulação alterada (não existe o capítulo 2!). Mas como já disse isso não compromete a leitura e seu entendimento.  Prova disso é que a primeira edição já se encontra esgotada. Entretanto quem gosta de ler um livro mal editorado?

O segundo livro (lançado neste ano de 2014) já está com um novo selo, agora da Editora Igmo, que mostrou ser uma forte aliada dos autores nacionais, com uma revisão de texto quase 100% perfeita (ainda escapou uma ou outra coisa) e uma sangria impecável. Ótimo trabalho também da designer Adriana Brazil, que fez uma capa excelente e muito atrativa (se engana quem pensa que livro não se pode comprar pela capa. É um fator importante!)

O primeiro livro da Série Guardiões já foi reeditado e relançado pela Editora Igmo em 2013.

Finalizando LITERATURA EM XEQUE. Sobre Monique e suas obras apenas digo que me alegro em ler e analisar o material nacional. A cada dia os escritores brasileiros vão absorvendo a essência desse novo momento literário erguido no século XXI. A fluminense Monique Lavra colocou em prática uma tendência muito utilizada, mas às vezes rejeitadas pelo editores: a leitura criativa. Criar do zero não significa partir de algo inexistente. Toda narrativa pode ser sim um elemento de criação para novas estórias e histórias. Afinal o fim é uma concepção relativa. Parabenizo o trabalho das garotas do Entre Linhas e Letras, que tendo consciência disso não só escrevem, como tem a preocupação de ensinar por meio de conversas e palestras.

Além da Série Guardiões, a autora possui três contos publicados na Amazon BR: Sacrifício, Desejo Sombrio e Aurora.
           
Sacrifício            
    
Aurora
Desejo Sombrio



É isso aí e até a próxima!


2 de ago de 2014

[COMENTÁRIO GERAL] TV sem desenho! Como, Quando e Por quê?



Começo de mês!
Primeiro peço desculpas para quem esperou o COMENTÁRIO GERAL da semana passada. O fim de período na faculdade é obliterador! Mas agora de férias (como se isso um dia voltasse a pertencer à minha rotina) seguimos com as publicações normalizadas no blog.

No COMENTÁRIO GERAL de hoje vou fazer apenas considerações sobre dois assuntos bastante polêmicos, e que afetam diretamente a vida dos apaixonados por animação.



Primeiro: A inviabilização da programação infantil na TV Aberta.
Pesquisando temas para a coluna acabei descobrindo um texto super interessante no Blog do Guy Franco  (Yahoo Notícias) onde ele literalmente explode a respeito da inviabilização da programação infantil na TV Aberta. Caro leitor, eu, assim como o blogueiro em questão, somos de gerações que conviveram com espaço infantil na TV. Ele nos anos 80, e eu nos 90. Não preciso lembrá-los que a TV Manchete foi a minha iniciadora nesse universo das narrativas animadas.
Mas o que é mesmo essa tal inviabilização da programação infantil? Bom, segundo o projeto de lei 5921/2001, que foi aprovado somente no início deste ano, a veiculação de conteúdo infantil em TV fica completamente proibida. E isso significa o quê? Significa que a presença de publicidade especializada em público infantil não está autorizada a ser transmitida nas televisões de transmissões abertas. Brinquedos, artigos de colecionador, roupas e demais produtos midiáticos são excluído das folhas contratuais da emissoras de TV. Segundo a lei, isso é uma forma de regular as propensas "alterações de personalidade e caráter" motivada pelas séries de animação, quer seja cartoon ou anime. Ainda confuso? Deixa eu ser mais sucinto.
Não há forma legal de se proibir a veiculação de desenhos animados (que são considerados influenciadores na formação infantil/juvenil), sendo assim, a única maneira de se fazer isso mascaradamente é ilegalizando a publicidade gerada a partir desses produtos. Ora, é sabido por todos (se não você vai saberá agora) que tudo o que se é transmitido em televisão necessita de patrocínio. É assim que as emissoras lucram e sustentam seus empregados. Mas se eu não tenho publicidade/patrocínio, por que vou continuar a transmitir um produto que é sinônimo de prejuízo?
Compreende agora? Pois é! As próprias TVs propõe-se a isso. Os canais por assinatura (ou a cabo), presentes na TV Fechada, são mais segmentados do que os da TV Aberta. Existem canais específicos para o público infantil (Disney Channel, Cartoon Network, Nickelodeon etc.). A proposta é migrar definitivamente o público infantil para esses "fornecedores" e assim deixar a TV Aberta livre para o lixo cultural o qual já estamos enfadados a consumir.
Aí vem o questionamento. É dito que isso servirá para uma melhor formação das novas gerações, mas como preparar uma criança sem que ela consuma de tudo um pouco que a mídia oferta? Quantas crianças no Brasil tem acesso a TV Fechada? O plano de fuga é a Internet, mas essa ainda atinge somente 23% da população nacional.
No final, essa lei não mexe só com as futuras gerações, mas também com as atuais. Parafraseando Guy Franco, "se algum dia houve a intenção de surgir um grande estúdio de animação ou de quadrinhos no Brasil, qualquer coisa parecida com uma Disney, Nickelodeon ou Studio Ghibli, a possibilidade, sob essa lei, foi enterrada de vez. Voltamos vinte casas."
Ou seja: influenciando a produção, e o consumo, a existência desse gênero narrativo que é fundamental para a maturação de uma cultura nacional-internacional fica com os dias contados no espaço de livre acesso.

O que se deve ter em mente é que somos todos responsáveis. Proibir a publicidade infantil não vai resultar na formação de bons cidadãos. Pelo contrário. Acaba por tornar impotente o poder de discurso dos pais, que não vão ter atuação sobre a formação de seus filhos. "Deixem que a mídia conduza". "Não há porque se preocupar,meu filho não consome o que lhe faz mal". Mas o que faz mal? Como saber se proíbo? De que adianta fazer isso se tenho outros meios que me oferecem publicidade de forma mais agressiva e desmedida. E quanto ao que se consome de modo geral: Não é opressivo? Questão a se pensar.


Segundo: O combate a pirataria de mangás e animes.
Na última semana o governo japonês divulgou uma iniciativa de combate a sites de downloads e streaming estrangeiros. A medida foi fundamentada na associação de 15 produtoras insatisfeitas com o não respeito aos direitos do autor. Não posso dizer que sou contra pirataria. Estaria mentido. Consumo dessa forma muitos animes. Mas não posso deixar de dar razão às produtoras. Sou um autor, e não acho legal não receber méritos pelo que faço. Sobre esse assunto vou deixar para comentar com mais intensidade no ANIME ZONE desse mês, mas de já posso adiantar. Só espero que este impasse abra os olhos das produtoras/distribuidoras e editoras brasileiras, que tem um público forte nas mãos e não sabem como interagir com ele. Quanto mais da mídia oriental vier, melhor vai ser para todos. Mas, como vimos acima, isso pode ficar ainda mais difícil quando a lei 5921/2001 entrar em vigor com força total, pois aí não existirá nenhum horário de programação infanto-juvenil. Adeus "TV Globinho" nos sábados e "Bom Dia & CIA" durante a semana. Mais uma vez incapacitando uma segunda "era de ouro" dos animes na TV brasileira.

Esse foi o COMENTÁRIO GERAL de início de agosto. Deixe seu comentário e quem sabe ele não virá tópico na próxima edição!

Até a próxima!