25 de jul de 2014

[ESPECIAL] Escritor: O que é isso mesmo?



Não sei como expressar em dados percentuais (porque é sempre bom expressar informações em dados percentuais), mas acredito que nem a metade das pessoas no Brasil sabe que hoje é o Dia do Escritor.

Pois é! Às vezes deixamos de lado esses carinhas que nos ajudam a construir a nossa personalidade. É! Isso mesmo! Escritores são ótimos mestres. Cada linha que um escritor dedica a pensar e materializar nas páginas de um livro, blog, jornal etc. são o que de mais profundo ele pode extrair de sua própria vivência de mundo. Escritores são gurus que nos moldam segundo seu modo de ver a vida, mas que não nos prendem em seus dilemas.

Escritores são ótimos guias turísticos também. Seja no mundo real, ou em outros mundos, eles oferecem um ótimo serviço de guia ao nos mostrar cada segredinho dos lugares que visitamos.

Escritores são personagens de um universo sublime chamado literatura. São como anjos que adornam e protegem a sua existência.

É o amigo das horas tristes, alegres, tediosas, agitadas... A companhia ideal, pois está sempre disposto a nos contar algo novo.

Não vou me desgastar em dizer o que são, ou podem ser, os escritores. Quero apenas - como um escritor - parabenizar você leitor por nos dar energia para continuar sendo o que somos: Escritores!

Um Parabéns a todos os escritores que existem! O blog SUPER LEITURA deseja que vocês continuem a escrever, pois só assim este blog terá razão para existir!



Uma homenagem especial aos mestres
João Ubaldo Ribeiro e Ariano Suassuna,
que nos deixaram um legado eterno e
não compartilham conosco esta data especial!

[ESPECIAL] 37º Guarnicê de Cinema de São Luís. O SUPER LEITURA esteve lá!



Ontem o SUPER LEITURA esteve fazendo sua cobertura especial do 37º Guarnicê Festival de Cinema "Memória e Cinema Brasileiro", que está acontecendo em São Luís-Maranhão. Na oportunidade estive prestigiando a "terceira bateria" de curtas da mostra competitiva promovida pelo evento. Escolhi ir neste dia porque tinha certeza de que seria repleto de boas produções. Acertei em cheio! Na disputa...



Mahjong 
Pierre Meireles (RJ)

Tormenta 
Fernanda Salgado e Fernando Mendes (MG)

Vontade 
Caio Menezes Graça de Carvalho (MA)

Dia Estranho 
Flávio Rossi (SP)

Upaon-Açu, Saint Louis, São Luís...
Joaquim Haickel (MA)

Acorda 
Leandro Guterres Ribeiro (MA)

Hotel Farrapos
Lisandro Santos (RS)

Ruas
Nayra Alburquerque Silva (MA)


De início devo manifestar minha insatisfação em relação ao poder de participação do público. Votar em um, repito: eu disse em UM ÚNICO FILME!, é irritante. De oito filmes bem produzidos, com roteiros excelentes, edições atrativas e identidades marcantes, escolher um é judiação. Como não poderia evitar de votar fiz minha escolha. O prestigiado: Hotel Farrapos

    
frame do filme Hotel Farrapos (RS)

Vou logo explicando o porquê da escolha. "Hotel Farrapos" trata-se de uma animação criada para exprimir a realidade caricata do Feriado Farroupilha no Rio Grande do Sul. Girando em torno de uma personagem medíocre e sem planos percebemos em traços marcados e realistas a vivência da capital riograndense, Porto Alegre.


     
frame do filme Upaon-Açu,
Saint Louis, São Luís... (MA)

Aqui entra outra insatisfação. Dois filmes, dos oito em competição, eram animações. Não acho interessante avaliar Cinema de Fotografia com Cinema de Animação. Ao meu ver pareceu-me muito mais duas competições ao mesmo tempo. "Upaon-Açu, Saint Louis, São Luís..." do maranhense Joaquim Haickel era a outra animação exibida.



Quero aqui considerar que no meu íntimo houve empate técnico. O documentário maranhense "Ruas", dentre os outros também bem originais, é cativante ao retratar em edições sucintas e discursos bem elaborados personagens marcantes do cotidiano ludovicense: as ruas do centro histórico.

     
frame do filme Ruas (MA)
Não vou me perder em análise dos filmes. O que realmente quero é parabenizar aos cineastas pelo bom trabalho realizado. A competência das equipes de produção só ressaltam o bom empenho do brasileiro na cena fílmica. Um destaque para a produção local. Só na quinta-feira, dia 24, (quando compareci ao evento) a metade das produções exibidas eram maranhenses, o que fortalece o nosso cenário de cinematografia em busca de novos horizontes e possibilidades.


A exceção da "mistura confusa" entre os dois motes de cinema (Fotografia e Animação) tudo me pareceu muito bom. Desejo sorte aos demais concorrentes, mas acho que eles não precisam. Acredito que todos foram ótimas produções. Fico no aguardo do resultado e cheio de expectativa para o Guarnicê do ano quem vem.

19 de jul de 2014

[ANIME ZONE] Suisei no Gargantia - Cyberpunk ideologizado!



Olá!
Terceiro sábado do mês = ANIME ZONE!


Então vamos começar! O anime em questão no texto de hoje é SUISEI NO GARGANTIA. Um sci-fi onde o enredo vai além de máquinas e forças estrelares. A abordagem exclusiva de temas como a amizade, a coexistência entre as diferenças humanas e o amor permutam entre as personagens desse anime, que, para surpresa de todos, é uma peça original de TV sem nenhum predecessor em outra mídia.


TÍTULO: Suisei no Gargantia
ORIGINAL: exclusivo para TV (13 episódios + 2 OVAs)
ADAPTAÇÃO: não possui
AUTOR: Gen Uruboshi (roteiro) / Kazuya Murata (direção)



Um outro movimento curioso dentro do universo de produção de animes. Quem leu o ANIME ZONE do mês passado* viu que a gente começou a falar de adaptações de light novels. Suisei no Gargantia entra pelo caminho oposto do que estamos acostumados a consumir. Não existe mangá, não existe visual novel, não existe light novel, não existe game, muito menos  j-drama que tenha sido o ponto de partida para a série animada de TV.

A animação nasce de um roteiro próprio, definido para o único propósito de ser um anime. Uma inspiração do diretor Kazuya Murata, que coloca toda a sua paixão por navios, oceanos, e pela raça humana, em um universo cyberpunk,  montado a partir do mecha - gênero de mangá muito famoso entre as produções orientais - onde busca apresentar questionamentos sobre o constante progresso da humanidade em fatores científicos e as consequências que reverberam no convívio social.

Pode ser que eu esteja enganado, mas ao assistir Suisei no Gargantia temos um despertar do lado sensível que se esconde quando temas como o preconceito e a xenofobia são evocados a nossa volta. Se já somos esclarecidos sobre essas práticas repudiadas no convívio social, sentimos uma aproximação para com o protagonista Ledo, um ex-soldado espacial que se vê preso na nova Terra. Ledo era guiado por ideologias arianas e xenófobas. Cabia-lhe apenas obedecer. Com o passar dos episódios ele vai se tornando mais humano e adquirindo uma condição, que nós da vida real temos desde o nascimento: a sensibilidade para com meu próximo. Tudo isso ao lado de seu parceiro Chamber - uma I.A.(inteligência artificial) usada em combate.


Pode-se fazer uma alegoria ao "Mito da Caverna" de Platão. Ledo estava preso na caverna e guiado por aquilo que os líderes de seu povo constituía como verdade. Ao sair da caverna ele encontra luz (aqui representada pela protagonista Amy), que no início o cega e confunde, mas que com sua aceitação passa a ser venerada por ele.

Amy é uma personagem especial neste contexto. Em Gargantia (navio-cidade onde Ledo passa a morar) ele conhece diferentes tipos de pessoas, que representam os arquétipos das personalidades diversas assumidas pelo homem. A jovem Amy é a representação pura e sígnica da esperança. Aquela da "Caixa de Pandora". A única a não desistir jamais! Ela não desiste de si, dos amigos, e, principalmente, de Ledo com quem passa a dividir um sentimento bem mais forte que amizade.

Infelizmente Suisei no Gargantia não foi o fenômeno de público que se esperava. Chego a acreditar que muito dificilmente veremos uma segunda temporada, mas posso afirmar que em questões de design gráfico o anime não deixa a desejar em nada. Uma de suas mais interessantes surpresas é o fato de que todas as garotas de Gargantia, por estarem sempre expostas ao sol, são super bronzeadas, e isso é retratado com perfeição no design de personagens, que faz as belas reluzirem e esbanjarem beleza com corpos torneados e oleosos. Quanto ao universo mecha - a exceção do primeiro episódio - nada é tão exagerado como em outras produções. O gênero é dosado, assim como o movimento cyberpunk, o que faz com que o anime seja atrativo para todos os gostos.

O ANIME ZONE vai ficando por aqui! Se você gostou da dica deste mês não deixe de assistir! Para encerrar fiquem com a opening (abertura) de Suisei no Gargantia! Até a próxima!





* Confira a matéria do mês passado: Hitsugi no Chaika - onde o "belo" se esconde.


13 de jul de 2014

[LITERATURA EM XEQUE] Comicidade, Erotismo e um Autor Participativo. Da pastora de cabras, Tieta do Agreste.




O desafio de ler nacionais na verdade não parece ser um desafio. É tudo uma questão de ponto de vista. A palavra desafio remete a algo difícil de ser conquistado, que exerce empenho fora do comum. Mas eu (Saylon Sousa) administrador deste blog provo a cada dia que isso não é impossível. Entrei numa jornada nova. Sinto falta de consumir nacionais (clássicos e atuais), tanto que me aventurei pelos caminhos secretos da Biblioteca Central da UFMA a fim de encontrar "tesouros" da nossa tão surpreendente literatura.

Se disser para vocês que encontrei Machado de Assis em edições quase que centenárias... Mas vamos ao motivo deste LITERATURA EM XEQUE: "Tieta do Agreste" de Jorge Amado. Para ser mais preciso: TIETA DO AGRESTE, PASTORA DE CABRAS OU A VOLTA DA FILHA PRÓDIGA, MELODRAMÁTICO FOLHETIM E CINCO SENSACIONAIS EPISÓDIOS E COMOVENTE EPÍLOGO: EMOÇÃO E SUSPENSE! Como o próprio autor batizou.

O folhetim (como o próprio baiano esclarece nas linhas que escreveu) é um misto de comicidade, eroticidade, virtuosidade e demais "dades" que possa imaginar. Parábola moral e política que reelabora - em um viés brasileiro - o argumento da peça "A visita da velha senhora" (1956), de Friedrich Dürrenmatt. Escrito em 1977 Tieta do Agreste provou seu valor como destaque da literatura nacional ao conquistar espaço na TV e no Cinema. O que em terras tupiniquins são esforços avassaladores e sinônimo de louros de ouro para qualquer um.

Mas vamos comentar sobre esse trabalho de Jorge Amado, que, confesso, foi muito mais do que esperava.

1). Santana do Agreste: A cidade não é apenas um cenário. É um personagem! A forma como o enredo se desenvolve ao redor da pacata cidade do sertão dão uma dinâmica majestosa à leitura. Você conhece cada morador, rua e causos do pequeno povoamento. Imagina-se preso aquele lugar. Uma dica: se você não se dispõe a "andar" por entre as ruas e becos de Santana do Agreste, não entenderá o desenrolar da narrativa.

2). O Erotismo: Sim. O erotismo. Esse é um ponto alto para Jorge Amado. Não é só em Tieta do Agreste que percebemos isso. Em "Gabriela, cravo e canela", o baiano demostra seu apelo sexual para atrair leitores. Na obra em xeque isso é presenciado com todo o lado cômico que envolve as personagens e o autor (que por sinal é um safadinho). Afinal usar termos como 'xibiu' e 'ípslone' para descrever partes intimas e posições eróticas não só provocam aquelas sensações calorosas no leitor, que se impressiona com os detalhes de cena, mas também gargalhadas cheias de alívio.

3). O Autor: Sim. O autor. Jorge Amado é um entrosado. Ele sempre interrompe a narrativa para esclarecer possíveis dúvidas que acredita ter deixado no decorrer da leitura; para criticar/elogiar a atitude de alguma personagem; ou para conversar. Isso mesmo: conversar. Podemos dizer que existem duas histórias. A de Tieta e seus conterrâneos, e a do autor. Outra característica marcante do autor é sua paixão por hipérboles. Desde o título, aqui já citado, e os capítulos da narrativa percebe-se uma tendência por frases exageradas e cheias de comicidade. 

Num livro onde putas são santas e heroínas, impera a originalidade de um brasileiro, que sedento de ver seu país retratado em linhas literária não se contém no abuso de usar expressões e comportamentos camuflados por todos. Ah literatura nacional! Por que é tão versátil?! O próximo LITERATURA EM XEQUE já está em processo de produção. Vamos deixar os clássicos de lado e analisar mais um jovem autor.

Até a próxima!

5 de jul de 2014

[COMENTÁRIO GERAL] Aprendendo a ler como Fã.



Olá! Início de mês bem animado para você que está acompanhando nosso blog! Depois de uma sexta-feira Alegre X Triste graças à vitória que nos garantiu nas Semi-Finais e ao maluco do Zuniga, que deu um golpe a la Sagat (Street Figther) no Neymar!
Mas deixando isso de lado, vamos ao que importa: COMENTÁRIO GERAL!
É! Hoje é dia da coluna onde o administrador devaneia sobre o que está a sua volta. Nesta semana li um artigo para ampliar meus conhecimentos acadêmicos (é está pensando que eu sou só ficção?! Faculdade não é fácil não! Dei uma pausa em uma análise estética que estou fazendo para postar) e resolvi compartilhar minhas impressões. Você vai gostar! 

ARTIGO: Lendo criticamente e lendo criativamente
AUTOR: Henry Jenkins
PUBLICADO EM: Revista MATRIZes - ano 6 / nº 01 (São Paulo)
ANO: 2012

Henry Jenkins é um teórico da Comunicação Social prestigiado por suas conotações a respeito da Cultura da Convergência (título do livro mais expressivo do autor aqui no Brasil). Eu uma reflexão sobre as mudanças de consumo, produção e, em particular, cultura de fãs. O estadunidense tem um mote especial para a transmidiação. Que seria a trafegabilidade de um universo ficcional através de várias mídias. Sendo uma regente, mas todas com seu nível de independência e importância. É o que ele chama de transmídia storytelling (no Brasil citado como narrativas transmídias).

Nesse artigo em particular Jenkins enfatiza uma outra conotação presente no movimento convergente das mídias, que desemboca em uma espécie de transmídia: a leitura criativa. Segundo o teórico, todo leitor tem a capacidade de ler e analisar uma obra. Destacar seus pontos fortes e fracos e suscitar discussões sobre os finais presentes. Dizer se gostou ou não. Ou porque foi bom ou ruim.  Isto seria leitura crítica. Mas para Jenkins o leitor não é obrigado a se restringir nesse aspecto. É aí que surge o papel do leitor criativo, que seria o fã "buscando um potencial não aproveitado na história que poderia ter oferecido uma plataforma inicial para suas próprias atividades criativas".

Para o pesquisador, esse é o momento em que o fã assume o papel de prossumer (produtor + consumidor) e interage com o ambiente ficcional criando, recriado ou alterando a estrutura inicial da narrativa para satisfazer um lado pessoal/coletivo. Assim, Jenkins apresenta cinco características a serem observadas por quem quer assumir esse papel de leitor criativo. Ou, usando suas palavras: "Aprender a ler com um fã", que "envolve aprender a encontrar tais brechas" e desenvolver novas narrativas.

Confira agora um resumo sobre cada uma dessas características/brechas:

1. Sementes: pedaços de informação introduzidos na narrativa para indicar um mundo maior que não é completamente desenvolvido na própria história. As sementes tipicamente nos afastam do enredo central e introduzem possibilidades de histórias a explorar. Por exemplo: Se estou contando a história de um nobre guerreiro de uma nação distante que foi herói em um outra parte do mundo. De que nação veio esse guerreiro? Como foi sua vida lá? Quem eram seus amigos e parentes? Possibilidades de construção da estória a partir dessas sementes deixadas pelo autor.

2. Buracos: elementos narrativos dos quais o leitores sentem falta e que são centrais à sua compreensão dos personagens. Exemplo: O nobre guerreiro possui uma espada mágica amaldiçoada que encurta seu tempo de vida a cada vez que usa? O que é essa espada? Como ele a adquiriu? E por que a maldição? Essas perguntas sem respostas podem suscitar novas estórias.

3. Contradições: Dois ou mais elementos na narrativa (intencionais ou não) sugerindo possibilidades alternativas para as personagens. Exemplo: Ainda falando da maldição do guerreiro. Se sabemos que a cada vez que usa a espada ele diminui seu tempo de vida, mas mesmo assim faz uso da arma surge a pergunta:  Por que ele continua a lutar? Será que a maldição é mentirosa? Pode ser quebrada? Ou ele simplesmente não se importa com seu destino? Diferentes escritores poderiam construir diferentes estórias dependendo de como eles pensam sobre a natureza do livre arbítrio.

4. Silêncios: elementos que foram sistematicamente excluídos da narrativa com consequências ideológicas. Exemplo: na estória do meu guerreiro falasse o tempo todo de magia. Entretanto não aparecem magos em nenhum momento. Por que excluir esses elementos? Qual o papel dos magos? Quem são? Respostas que podem não atribuir peso ao contexto final da narrativa, mas que despertam a atenção dos mais curiosos.

5. Potenciais: projeções sobre o que poderia ter acontecido além dos limites da narrativa. Essa característica é explicita em finais. Quando o autor encerra a narrativa fica claro que é o seu fim. Mas há aqueles que não se satisfazem como o final proposto, ou não se contentam com um fim. Exemplo: Terminei a narrativa do nobre guerreiro com ele livrando-se da maldição, salvando o reino e tendo um filho com sua amada. Cabe ao leitor da continuidade (se quiser). O que aconteceu com o guerreiro depois disso? E seu filho? Virou guerreiro também? Ou seja: é especular sobre o que acontece em seguida!

Bom. De posse dessas "cinco brechas" o COMENTÁRIO GERAL encerra sua participação com um desafio:

Se você compreende o potencial narrativo presente em uma peça literária, fílmica etc., mas sente vontade de ampliá-la tome dessas características e torne-se um leitor criativo, que contribui para o desenvolvimento do universo ficcional. Saiba que muitos dos autores da nova geração surgiram graças a essas intervenções feitas em obras existentes. Tal processo é saudável (se não colocar em xeque o trabalho do autor original). Então mão na massa! Escreva uma extensão de uma obra favorita e envie para superleitura.blog@gmail.com. As melhores serão publicadas no blog e ganharam espaço no nosso podcast (SUPERCAST) que está louquinho para estrear!

É isso ai galera! Boa sorte e até semana que vem!

[Para ler o artigo de Henry Jenkins, clique no link: Lendo criticamente e Lendo criativamente]