21 de set de 2013

Momento Didático: Você sabe a diferença entre Audiobook, Talkbook e Audiodrama? (Parte 1 - Introdução)

O Super Leitura de hoje entra em um momento didático.

Você sabe a diferença entre Audiobook, Talkbook e Audiodrama?



Pois é! Nesse novo cenário da produção editorial mundial é comum o debate a cerca dos e-books e a possibilidade que estes apresentam ao leitores. Contudo isso é apenas uma parcela das variadas formas de se divulgar uma obra.

Vamos recordar o passado. Antes que o "pai da imprensa" Gutemberg desenvolvesse a prensa tipográfica, só existiam três formas de reprodução de uma narrativa: a escrita, a interpretação teatral e a oralidade informal. Cada uma dessas tinha certa autonomia quanto as práticas de construção das histórias que relatavam. O surgimento da impressão em massa mudou esse cenário abrindo espaço para a reprodução em alta escala com a possibilidade de alcançar um maior público etc, etc, etc. Todos já conhecemos onde isso vai parar.

E é aqui que entram os três amiguinhos citados no início desse texto. Levando em consideração a vida agitada que vivemos nesse novo modelo de sociedade, nem todos tem o tempo disponível para  pegar um livro e apreciar a sensação extasiante de transpor página a página. Há ainda aqueles que detém um certo preconceito quanto as publicações eletrônicas. O certo é que devido a isso muitos perdem a oportunidade de desenvolverem uma relação, quase que simbiótica, com a literatura.

No entanto, as formas extra-visão de se acompanhar uma narrativa estão presentes no nosso contexto social. Ou, como já citamos, as primeiras histórias e estórias eram relatadas de forma oral (Quem estuda Comunicação Social deve se lembrar na mesma hora de um texto importantíssimo chamado "O Narrador" de autoria do pesquisador Walter Benjamim).

A partir de agora entraremos em um debate a cerca das três formas mais evidentes de se consumir a literatura disponibilizadas hoje ao leitor. Espero ter despertado em vocês o interesse por esse tema.

Aguardem a próxima postagem onde iniciaremos falando sobre o Audiobook.

Bom fim de semana a todos! 

14 de set de 2013

Mangá Japonês tem narrativa bíblica como fundamento do Enredo.

Oi pessoal! Espero não tê-los deixados entediados de tanto esperar por uma postagem (tempo muito corrido!). O Super Leitura de hoje irá abordar um tema que eu considero "polêmico" (sim aspas no polêmico), e que acredito fazer parte das rodas de debates de muitos grupos sociais que tem na literatura e no audiovisual algo maior que um passatempo, mas um estilo de viver.

Como vocês estão cansados de saber eu sou uma pessoa que curte o cenário cultural oriental, especificamente falando de música, mangás, games e animes (ou seja um verdadeiro otaku). E considero extremamente importante dividir com vocês um pouco dessa experiência pessoal, que embora seja motivo de críticas por muitos, está intrínseco ao meu cotidiano como comunicador.

Deixemos então de blá, blá, blá e vamos ao que interessa!


Quem ainda não ouviu falar de Naruto? É! Aquele anime super pop sobre o universo ninja! Só para não deixar ninguém divagando por não conhecer (e espero que procure fazer isso com urgência após esta matéria) vem a tradicional (ou como dirão algum: clichê) resenha.

Ninjas e as Bijuus (demônios com caudas)
Naruto é um anime que se passa em um universo alternativo onde a Terra é dominada por ninja que se dividem em cinco grandes nações e outras tantas menores. O protagonista Naruto Uzumaki é uma criança que sofre com o preconceito dos moradores da vila onde habita pelo simples fato de carregar uma Bijuu (demônio de cauda) dentro de seu corpo. Uma trama cheia de mistérios, combates emocionantes e um apelo exagerado para vitória, amizade e humildade (o lema do estilo shonnen nos mangás nipônicos) que possui altos e baixos como toda narrativa seriada que se estende durante anos. Mas que finalmente parece estar chegando a um clímax final.

Quem acompanha o mangá/anime sabe que a bola da vez na série e a "Quarta Grande Guerra Ninja". Pausa por aqui! Não vou fazer uma retrospectiva! Não é o objetivo! Hoje, como manda o lema deste blog, irei fazer uma análise sobre esse produto midiático que é febre mundial.

Para ser mais detalhista possível escolhi o capítulo de número 646 do mangá. Esse capítulo foi lançado essa semana e contém muitas revelações para o enredo principal. No entanto não é o fato das revelações em si que chamam a atenção, mas sim características presentes na linha de continuidade e criação do enredo.
Basicamente esse capítulo reintroduz na estória a "Tábuas dos Uchihas" (O que é isso? Explique!) mantenham a calma. Vou explicar. Em determinado momento da série nos é apresentado uma tábua de pedra onde se dizia que um segredo importante da história do mundo estava guardado, mas que ninguém consegue ler ou interpretar. Os Uchihas são um clã de ninjas antigo dotados de poderes especiais que detém a guarda do artefato.

Em meio a avalanche de combates,mortes e poderes Masashi Kishimoto (autor do mangá) invoca novamente a presença do artefato para a continuidade do enredo. E como ele faz isso? Lógico que revelando! A misteriosa pedra tem seu segredo desvendado. Segundo os relatos do personagem Madara Uchiha, o único capaz de ler a pedra devido a uma habilidade especial, o aterfato conta a história da raça humana, sua sede por guerras e a criação do chakra (a entidade/poder de domínio dos ninjas). É aqui que peço sua atenção.

Madara Uchiha
Segundo Madara, a raça humana já vivia em guerra antes mesmo de dominar o "chakra". E com isso em nenhum lugar existia paz, a não ser no território sagrado do Shinju (Árvore de Deus) que dizia-se ser o representante do Criador  na Terra. Um dia esta árvore dera um fruto, que só nasce a cada mil anos, e uma mulher temendo pelo futuro dos homens provou da fruta. A partir de então ela adquiriu os "poderes divinos" provenientes da árvore. Anos depois teve um filho,que nasceu com os mesmo poderes, ou melhor dizendo nasceu com chakra. Essa criança enfureceu o Shinju que abandonou sua forma de árvore e virando um demônio tentou reaver os poderes perdidos. A criança derrotou o Shinju e aprisionou-o dentro de si em nove partes (os nove demônios de cauda). Após isso ele ensinou os homens a dominarem o chakra, o que levou a humanidade a condição onde uma quarta guerra mundial coloca em risco a vida dos homens no planeta.

De fato como  já é de se esperar nas produções japonesas, o prevalecimento das mitologias é forte. Exemplos disso são Cavaleiros do Zodíaco (mitologia grega), Shurato (mitologia hindu), El Hazard (magia e druidismo). E é esse o ponto da análise em questão. Se segmentarmos trechos do relato de Madara (aí seria muito bom que você leia depois o mangá) iremos extrair elementos conhecidíssimos do povo brasileiro.

1. Uma tábua com registros históricos/divinos;
2. Uma árvore que provém de Deus e o seu solo sagrado;
3. A mulher que come da fruta da árvore;

Um quatro elemento a ser citado (e de conhecimento dos fãs da série) é uma profecia entorno de uma criança que devolveria a humanidade a relativa paz existente até o momento em que a fruta do Shinju é devorada.
Representação da narrativa bíblica de Adão e Eva

Se abrirmos nossas consciência ao menos que seja por uns poucos segundos e buscarmos, tendo em mente que todo produto narrativo/midiático parte do princípio de que são relatos e vivências do autor formuladas em conceitos e características pré-existentes no cenário ficcional e não-ficcional, perceberemos que os elementos citados a cima estão diretamente ligados a conceitos cristãos. Como? Acompanhe comigo:

Elemento 1: tábua com registros históricos/divinos.
Esse elemento assemelha-se ao contexto histórico e literário do Êxodo, livro que está presente na Bíblia Cristã, onde um povo escolhido por Deus recebe de suas mãos uma tábua onde estão escritos seus mandamentos. Outro item de semelhança é com a própria Bíblia, mas especificamente falando o seu primeiro livro: Gênesis. Este livro que em grego significa literalmente começo é replicado na narrativa juvenil de Kishimoto. O que nos leva ao elemento 2.

Elemento 2: árvore de Deus e solo sagrado.
Segundo o Gênesis, Deus criou um lindo jardim e nele colocou duas árvores. Uma que garantiria a vida eterna e a outra que detinha o conhecimento do bem e do mal. A ambas proibiu que comecem dos frutos.
Comparando a animação temos um solo sagrado (o jardim do Éden) e uma árvore, que pode ser equiparada a "Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal". Percebeu que há uma relação? Curioso para o Elemento 3? Acredito que já descobriu.

Elemento 3: A mulher que come da fruta da árvore.
Ainda no Gênesis conhecemos Eva, a primeira mulher. Esta desobedecendo aos mandados do Todo-Poderoso come da fruta junto do marido Adão e ambos passam a ter conhecimento do que são, como estão e de suas capacidades como criaturas. Embora você possa dizer que o relato no mangá ganha proporções maiores do que se encontra presente na Bíblia, é inevitável dizer que não é Eva a ser representada na historinha da Pedra dos Uchihas.

Elemento 4: As consequências da transgressão de Eva levam o homem para fora do jardim. Mas Deus promete resgata o homem enviando-lhe seu único filho para trazer a humanidade de volta a seus caminhos. O protagonista Naruto, que é o centro da profecia apesentada na metade da série, seria a criança responsável por levar o homem de volta a paz, mesmo sendo essa um conceito relativo no universo dos ninjas.

Pode parecer que estou querendo "tirar um coelho da cartola", no entanto hoje queria dividir essa experiência vida por mim no dia em que li o capítulo em questão. Garanto a vocês que o que estou dizendo tem fundamento. Grandes escritores de fantasia tem nos relatos da humanidade fontes inenarráveis e inesgotáveis de criatividade para suas obras. Os japoneses elevam isso a enésima potência se é que me entende.

página do capítulo 646 do mangá Naruto
A análise de hoje tem objetivo de despertar em você essa curiosidade. Da próxima vez que for ler um livro, mangá, quadrinho; assistir um filme, uma série, animação que tenha traços de fantasia faça um jogo com você mesmo. Descubra quais são as fontes do autor e como ele adapta tais elementos mitológicos, religiosos e históricos em suas narrativas.

Quem tá lembrado, a uns dias atrás fiz uma análise interessante sobre o universo de Game of Thrones e suas características semelhantes a nossa história e geografia ocidental.


Espero ter despertado esse gostinho que considero alucinante, que é criar e desvendar as teorias por trás fontes das histórias que lemos e assistimos.

Até a próxima pessoal e caprichem nos Super Comentários!!! 

11 de set de 2013

O que esperar de um romance?

       Muitos romances são produzidos hoje em dia, nos mais diversos formatos. Sim, estou falando de uma relação entre duas pessoas e a estória que constroem com os sentimentos que nutrem um pelo outro, e não o gênero literário. Então a pergunta do post de hoje é: o que se espera, enquanto espectador, de romances em filmes, seriados e livros? Cada pessoa, com suas expectativas  e interesses próprios, responderá de um jeito diferente. Eu, por exemplo, espero essas coisas:



1. Firmeza na construção da intimidade dos personagens. Ninguém se apaixona de uma hora para outra, não se enganem. Talvez o tal do amor à primeira vista até exista, mas um olhar é capaz de apenas desencadear uma atração maior. Confiança, intimidade e sentimentos demandam mais tempo, e mais trabalho. Esse fator elimina muitos, mas MUITOS romances produzidos até hoje. Uma estória fraca, ou uma produção que demanda um enredo de rápido desenvolvimento podem gerar romances miojo (ficam quentes em cinco minutos, haha. Trocadilho infame). Muitos livros eróticos também são assim, partindo direto para a 'ação', sem dar abertura a um encadeamento dos fatos mais coerente e interessante. Nessa linha de pensamento, vem à cabeça a obra de Nicholas Sparks Um amor para recordar. Carter, o protagonista, não tem boas relações com Jamie. Mas gradualmente, ao conhecer ela melhor, vai se apaixonando pela garota cristã.
       


2. Mais amor, menos babação. De que adianta um grande discurso que é feito sem inspiração nenhuma? Amor é provado em gestos, e não em palavras e palavras jogadas ao vento em promessas eternas e exageradas. Em um romance, espero ver um casal que, ao invés de causar dores de barriga (doce demais faz mal!), desperte um frio nela, um palpitar do coração. Como exemplo tomo o casal Sheperd- Grey, pertencente à série Grey's Anatomy. Poucas vezes os dois trocam  um 'eu te amo', e nunca se viu entre eles flertes superadocicados. Mas ninguém pode afirmar que eles não são feitos um para o outro.




3. Personagem feminina firme e independente. Muitas estórias pecam por abordar um ponto de vista que deixa a mulher em posição de submissão no relacionamento, como se fosse algo natural. Um romance é vivido e mantido por duas pessoas que compartilham suas vidas, e não as impõem sobre o outro. Protagonistas fortes, que vão atrás do que desejam me atraem, pois quebram esse paradigma. Vejamos, a ponto de provar meu argumento, a Katniss. Mocinha do livro/filme Jogos Vorazes, não se deixa levar pelo que sente por Peeta. Tudo bem que ela é extremamente confusa com seus sentimentos, mas a questão é: Katniss não sai por aí se derretendo por tudo que Peeta fala para ela. Ela o apoia, e o ajuda a sobreviver, como ele também se dispõe a fazer por ela.

4 de set de 2013

Webdocumentário comemora os 19 anos de Cavaleiros do Zodíaco no Brasil.



O site de compartilhamento de vídeos na rede youtube.com está apresentando um webdocumentário super interessante sobre a participação de Cavaleiros do Zodíaco na história da TV brasileira.

Um vídeo onde os responsáveis por inserir a série no Brasil falam sobre sua relação com o anime, além de comentar sobre a difusão do mesmo no país.

Bem editado, com uma trilha super emocinante, o vídeo está engatinhando para se tornar um dos mais assistidos no mês de aniversário da série que faz 19 anos no Brasil. 

O webdocumentário "A Força do Pégaso no Brasil" é de direção do cineasta André Nascimento. Para os amantes dos fãs da história da TV é empolgante e para os fãs do anime um super presente.

Confira abaixo o webdocumentário "A Força do Pégaso no Brasil":


1 de set de 2013

Flashback: Para aqueles que foram criança nos anos 90, Cavaleiros do Zodíaco e uma abertura especial..


Hoje é Domingo, dia de descanso, de estar com a família e de recordar o passado. O Super Leitura sabendo disso trás hoje uma lembrança e tanto para os muitos que foram criança durante os anos 90.
Quem não lembra a saudosa TV Machete que todo o fim de dia trazia um pouco de diversão para a telinha com os desenhos animados mais legais da época? A TV Manchete, que hoje podemos considerar a precursora da cultura otaku no Brasil, foi a responsável pela exibição do anime mais top da época, e aquele que garantiu vários fãs dentre a geração daquele período. Sim estou falando de Cavaleiros do Zodíaco!

Ver Seiya, Shiryu, Hyoga, Ikki e Shun ao lado da deusa Athena lutando contra o mal com toda certeza faz parte da infância de muitos que estão lendo esse post agora. Pois bem, o que trago a vocês hoje não é nada menos que a primeira abertura do anime.

Antes do fenômeno j-music se perpetuar entre os otakus, a indústria brasileira de televisão ficou marcada por dublar, ou criar, novas versões para as trilhas de aberturas dos animes. CDZ (como abreviam os fãs) não escapou. 

A dupla William e Larissa foram os intérpretes da música "Cavaleiros do Zodíaco" que foi tema da primeira temporada do anime e de dois de seus OVAS. O Super Leitura fez uma pesquisa na rede e encontrou um vídeo onde os dois tocam ao vivo no programa Xuxa Hits da Rede Globo. Então espero que curtam essa recordação. Para os mais jovens só tenho a dizer que é engraçado!




P.S 1.: Uma observação interessante. Para quem não sabe a pequena Larissa continuou cantando músicas temas de animes. Sua mais famosa é "Pelo Mundo" versão dublagem de "Chikiyuugi" tema de abertura de Cavaleiros do Zodíaco: A Saga de Hades - Capítulo Santuário.

P.S: 2: Se você se questionar o porquê de não citarmos o Trem da Alegria, fique sabendo que embora existam relatos de que eles sejam os interpretes desta música, foi a própria TV Manchete que selecionou Larissa e William. O Trem da Alegria só reinterpretou, o que causa muitas dúvidas entre quem não conhece os fatos.

Bom Fim de Semana!!!